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Geisy Arruda

por_ Juliano Coelho / fotos_ Bruno Lourenço


Geisy Arruda

Você foi nossa capa em 2010. Como está sua vida agora?
Ah, uma diferença exorbitante, né? Eu não tinha feito a cirurgia íntima quando posei. Eu tinha dificuldade em abrir a perna e fazer poses mais extravagantes. Estava sempre acuada, com a perna cruzada. Eu tinha um certo volume, né? Digamos que minha perseguida era avantajada. Agora ela tá fininha (risos). Agora eu admiro, fico olhando pra ela. Sofri muito com isso. Quando me libertei, foi maravilhoso.

Você posaria nua de novo?
Sim, posar nua fez muito bem para o meu ego. Quando eu posei foi mágico. Sempre tive esse problema de autoestima, de querer estar bem, de querer chamar atenção. Quando você posa nua é o centro das atenções, e foi o que sempre quis. As pessoas te olham diferente. Você se sente desejada 24h por dia. Desde o porteiro, passando pelo cara da padaria... É como se você exalasse um cheiro diferente.

De lá pra cá você fez muita cirurgia plástica?
Fiz quatro. Lipoescultura, silicone, uma rinoplastia e a cirurgia íntima. A íntima foi muito impactante porque ninguém tinha coragem de falar. Aí eu chegava a um programa de televisão, com muita cara de pau, e dizia: "Ah, eu recebi uns 15 pontos. Ah, mas o ponto caiu. Ah, mas eu não uso calcinha porque não pode abafar". Depois falei aquela coisa da couve-flor. Eu tinha que comparar com alguma coisa! Até hoje quando vou a programas de humor, me dão uma couve-flor. Hoje eu posaria nua numa horta de couve-flor (risos).

E o que você está fazendo agora?
Estou participando de alguns quadros na tevê, principalmente na área do humor. Não me levo muito a sério e os meus trabalhos envolvem isso. E também trabalho muito com moda, até porque venho de um vestido fatídico. Trabalho como garota propaganda de algumas marcas de roupa. Costumo dizer que vivo e me sustento da minha fama. Do meu nome, Geisy Arruda. Gosto muito desse trabalho?

Ser famoso?
O lado bom de ser famoso: a gente tem tudo mais fácil, ganha muita coisa, eu ganho pra vestir roupa, estou aqui no bar bebendo e dando entrevista e estou trabalhando? E eu sou uma pessoa extremamente popular, muito povão. Eu atinjo a classe C, a grande massa.

Como foi o processo de aproveitar o momento negativo do pessoal te xingando por causa do vestido rosa pra se tornar famosa?
Quando os vídeos vazaram, topei dar entrevistas, mas sem mostrar meu rosto. Eu tinha muita vergonha. Naqueles vídeos eu era chamada de "puta" por mais de 3 mil pessoas. Eu ainda não tinha digerido aquilo. A Record, depois, me ofereceu uma parceria: eles me deram um advogado que não iria me cobrar nada até o final do processo. Se eu ganhasse, daria a parte dele. Se eu não ganhasse, não precisaria pagar nada. Em troca disso, teria que mostrar o meu rosto em rede nacional com exclusividade. E, quando contei isso para os meus pais, eles não quiseram, porque era uma vergonha o que tinha acontecido...

Mas a vítima era você, né?
É, mas quando a mulher sofre uma agressão, começa achando que a culpa é dela. Eu tive esse momento, de achar que deveria ter ido com outra roupa, que talvez a culpa fosse minha, de ter rebolado. Demorei um tempo pra descobrir que eu era a vítima e não a culpada. Também, quando digeri, ninguém me segurou. E comecei a perceber que poderia ajudar outras mulheres. Virei uma feminista, comprava todas as brigas e comecei a ir a palestras, discussões, a debater. Até hoje ainda estou envolvida nessa briga.

Como era sua vida antes disso?
Trabalhava no mercadinho na parte de frios. Ganhava 500 reais por mês. Sei cortar muçarela muito bem (risos). Cortava muito presunto, mortadela, linguiça, frango. Cortava a quantidade certinha, quando o cliente pedia, por exemplo, 500 gramas (risos). Minha vida era trabalhar e estudar. Escolhi turismo porque não sabia o que fazer, meu pai me pressionou. Estava no primeiro ano. Tinha 20 anos.

O que o cara que quer ficar com você tem que ter?
Ele precisa ser engraçado. Precisa gostar muito de sair, viajar. Tem que ter espírito mais aventureiro, ser educado e tratar uma mulher bem. Não tem que ser bonito, então?
Não. Já namorei homens muito bonitos e deu muito trabalho. Comecei a pegar uns feinhos e minha vida melhorou. E ele tem que precisar de mim. Não gosto de pessoas como eu, que são muito autossuficientes. Fico sem namorado, sem relação sexual por meses.

Mas não é ruim um cara meio carentão, sempre na sua cola?
Ah, não. É bom, porque aí eu vou ter controle sobre ele. Meu ex-namorado era assim. Na verdade não é ele que me escolhe. Sou eu que o escolho.

Normalmente quando a pessoa é muito dominante na vida normal, isso se inverte na vida sexual?
Sim. Exatamente. Eu na cama, realmente, gosto de ser dominada. Uma vez eu tive um namorado que perguntou: "Ah, mas você não bate?", eu falei: "Eu, não. Quem tem que bater é você!".

E o cara tem que ser bom no sexo?
O cara precisa ser bom. Senão, não fico com ele de novo. Já aconteceu de eu sair com o cara e ele broxar - ou o pênis dele ser muito pequeno - e eu bloquear o número dele no meu telefone, excluir ele do Facebook. Filho, acabou tudo. Não dá, eu tenho nojo de pinto pequeno. Eu preciso daquele órgão.

E ejaculação precoce (risos)?
Piorou. Tenho uma raiva. Uma vez teve um menino novinho, bombadinho, da academia, projeto de Arnold Schwarzenegger... juro, acho que ele nem colocou. Foi aquela coisa ali ?nas coxa?. E eu falei assim: "Mas já?". E ele veio com aquilo: "É que eu tava muito nervoso porque era você. Você é famosa". Acontece muito isso e é triste. É quando não é bom ser famosa.

Eles broxam porque você é famosa?
Teve uma fase em que eu pegava muito gogo boy, modelo... Uma fase em que só me interessavam "as peste". Por isso que digo que hoje o homem feio é mais bacana, porque ele nunca broxa, sempre te satisfaz e ninguém olha pra ele porque ele é feio. Acho que, de broxada comigo, foram uns sete. Entre modelo, gogo boy, stripper? Hoje já parei. Tô com uns barrigudinhos que dá certo.



BEBIDA DA VEZ_
Geisy pediu uma Caipirinha Patriarca (cachaça, morango, framboesa, amora, açúcar e gelo), da carta de drinques da Cervejaria Patriarca. Nosso repórter foi de chope.

Cervejaria Patriarca_ Rua Mourato Coelho, 1.059, Vila Madalena - São Paulo, SP. Tel.: (11) 3812-4342



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