Larissa Maxine

Atriz e Artista Burlesca

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Larissa Maxine - Sexy Models

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Larissa Maxine, 32 anos, natural de Curitiba – PR

Sua vida é dedicada à arte. Como descobriu essa paixão?
Eu já fazia teatro e ballet dentro na escola, ainda criança. Mas aos 13 anos tive um episódio muito marcante na minha vida. Meu pai, DJ, me presenteou com um disco da Rita Lee e como viu que eu havia adorado, me disse para ir atrás da primeira banda dela, que chamava “Os Mutantes”. Passava as tardes trancada no banheiro fazendo performances imaginárias para cada uma das músicas. Aos 17 já trabalhava profissionalmente como atriz, fui descoberta pela Anaise Bonfanti da agência GP7, em Curitiba. Em pouquíssimo tempo estava na TV, no cinema e fazendo publicidade. A arte está na minha vida desde a infância por influência da minha família mesmo.

Como você se envolveu e descobriu a arte burlesca?
Quando fui estudar na Itália vi um espetáculo burlesco e me apaixonei. Aquilo despertou o meu desejo por descobrir mais sobre o assunto. Quando cheguei no Brasil, no Rio de Janeiro, procurei na internet se havia alguém fazendo isso, descobri a Allice Reddesire que passou a ser minha mentora. Desde então venho me dedicando à arte.

O que mais te atraiu nesse universo?
Burlar as regras. Onde eu ouvia um não, respondia com um sonoro “eu consigo!”. Dentro do próprio burlesco, que é um movimento minúsculo no Brasil, existe preconceito. Umas artistas não aceitam as outras e o movimento não é nada unido. Quem sabe com a chegada de novas burlescas, inspiradas por essa história, a gente dê a volta por cima e lembre-se que juntas somos mais fortes!

E como foi o processo de aprendizado? Se inspirou em alguém?
Fui muito autodidata! Aprendi muita coisa na internet e devorei os livros que caiam em minhas mãos. No Brasil me inspirei em Sweet Bird e na gringa na Loulou Deville.

A sensualidade é um elemento marcante no burlesco. Como você vê o nu na arte? Afinal, o que significa a nudez nesse universo?
O burlesco em si brinca com a nudez, mas não ficamos completamente nuas nas apresentações. Já em outras, como pole dance, ou até mesmo para algumas personagens – como Stella para Stella Models que foi ao ar pelo Canal Brasil – fiquei completamente nua, justamente para levantar a bandeira de se sentir bem com o que usamos, ou não usamos. Sabe a sensação de tirar um sapato apertado no fim do dia? Imagina a alegria de simplesmente andar descalça? Ou aquele aro assassino do sutiã que sempre sai quando estamos dentro do ônibus? Nos vestimos por necessidade, frio, calor, estética, moda, nos sentirmos bonitos, mas acredito que ter a possibilidade de lidar com a nudez e o naturalismo sem que isso seja um convite ao estupro. Viemos nus a esse mundo, porque precisamos estar vestidos durante toda nossa existência?

Hoje você sobe aos palcos de casas de show do Brasil com diferentes performances. Como você monta as suas apresentações? Conte mais sobre o processo criativo.
É tudo muito rápido. Entram em contato comigo por meio da minha assessora Andy Jankowski. Ela me avisa na terça-feira, por exemplo, que na sexta tenho show na Bahia – e estou em São Paulo. Vou na viagem imaginando o que eu tenho na mochila, o tema da festa e é claro, a personagem que quero ser e viver naquele momento. Quando é no Rio de Janeiro é mais fácil, meu ateliê é lá, mas na estrada crio coisas incríveis com cinco reais. É um processo criativo muito intenso e ao mesmo tempo bem descontraído e informal. Me sinto uma personagem de uma caravana de Commedia Dell’Arte.

A Mulher Diaba é uma das suas personagens icônicas. De veio a inspiração? Quais os temas abordados por ‘ela’?
Aos 13 anos fui estuprada e minha família não quis fazer o boletim de ocorrência na polícia. Levei anos achando que a culpa era minha. A culpabilidade de ter nascido com uma aparência X. Os anos se passaram e cada vez que eu sentava em uma mesa de bar escutava os registros das minhas amigas. Todas nos sentíamos culpadas, afinal, dentro da moralidade estabelecida pela religião dominante, somos tão culpadas, que sangramos todos os meses como forma de punição. Foi aí que eu tive a ideia de reforçar a discussão deste valor social criando uma personagem que representasse toda a culpa. A culpa é da Mulher Diaba!

A questão política é sempre presente na arte. No burlesco também é assim? Há uma limitação de assuntos, por exemplo?
O burlesco é exatamente isso, transformamos em comédia ou atos teatrais situações do absurdo social. Como qualquer outra arte, temos um objetivo: abalar as estruturas políticas, subverter o não e mudar esse grande ralo que o Brasil se transforma. São tempos sombrios, quem nos representa não foi escolhido por nós, quem admiramos está preso, as escolas estão sem aulas e as crianças brincam de boca de fumo. A única fonte de informação é o Facebook e cada vez ficamos mais alienados com o que acontece com nossos vizinhos. Aliás, vocês sabiam que R$ 720 mil são usados diariamente na invasão do complexo de favelas da Maré? E hoje as Escolas do Amanhã [rede de colégios do município do Rio de Janeiro] se encontram fechadas?

Ainda sobre as suas apresentações. Você mesma que desenha e confecciona seus figurinos? Eles são tão importantes quanto a linguagem do burlesco em si?
Todo o processo artístico sai dessa minha cabecinha maluca (risos). Imagino a personagem, escuto algumas músicas, e a caminho do Saara ou da 25 de março [ruas de comércio popular no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente] vou cantando e dançando sozinha. Ao chegar nas lojas de tecidos já sei quem será essa personagem. Volto para casa com tudo na mão. Com cola quente e uma singer velha costuro essas plumas que você vai ver no palco! É puro luxo, mas acredite, boa parte veio de gambiarras do lixo.

Você já viajou para outros países e, inclusive, concluiu o mestrado em Arte Contemporânea em Gênova. Como vê a cena burlesca aqui e lá fora?
Como eu disse anteriormente, somos meia dúzia com uma divisão imbecil. Uma não gosta daquela, outra porque uma é mais bonita, outra não gosta porque fulana é mais rica. É cada baboseira que escuto que fazem com que o movimento se enfraqueça. Na gringa as meninas sacam que são mais fortes juntas, os espetáculos que vejo são sempre companhias, um dia uma é a estrela no outro ela opera a luz. Normal, o teatro é assim. A arte é assim! Temos muito o que aprender com essas mulheres que estão lá fora e a primeira coisa é: vamos juntas!

No Brasil, é possível se manter apenas com a arte?
Eu consigo, mas atiro em várias frentes. Faço direção de arte para cinema, como atriz faço publicidade, teatro e cinema. Produzo mostras de cinema no Rio de Janeiro, modelo e ainda danço. Às vezes, quando estou muito apertada de grana, faço traduções – falo inglês, espanhol, italiano e francês. Então dá pra viver de arte sim, mas é difícil baby! Bem difícil!

Recentemente você tirou a roupa para o Sexy Clube. Como foi essa experiência?
Foi ótima! Primeiro que estava me sentindo uma gata naquele dia. Sabe dos dias que você se olha no espelho e pensa “eu me pegava”?! Então, era um dia desses. Segundo que o time de fotógrafos é formado por amigos. Todos amigos muito queridos, eu estava super a vontade. Para mim, o nu é sempre libertador!

Foi o seu primeiro nu? Tem algum significado especial esse ensaio?
Meu primeiro nu foi para a X-Plastics. Acho que para esse ensaio o mais especial foi, além de ter me divertido, ter a oportunidade de agradecer quem está comigo desde o inicio do processo. Todos da equipe são meus amigos. Quando você me vê linda no palco ou assiste um filme, não tem nem ideia de quantas pessoas são necessárias para que um frame seja produzido! Somos equipe e agradeço a todos sempre.

E como você lida com o assédio?
Hoje em dia tenho um pouco mais de paciência. Antes só mandava a merda. Hoje tento responder que a forma de se aproximar do outro e tentar algo precisa ser dos dois lados. Homem, na maioria das vezes, tem medo de mim. Porque sou, geralmente, mais inteligente que o cara. E as meninas – acredite hoje em dia recebo mais cantadas de mulheres! – eu tento ter uma paciência ainda maior, porque sei que é difícil para elas o flerte com alguém do mesmo sexo. Mas se for invasiva, independente se homem, mulher, trans, cachorro ou capeta, perco logo a paciência. Aliás fica a dica para vocês homens que me enviam fotos dos seus paus sem eu ter solicitado. Fim do ano vai sair um calendário com a foto de cada um e vou marcar a esposa de vocês em cada uma dessas fotos (risos).

Hoje, produções de novelas, programas de TV, filmes e séries são duramente criticados por ‘expor’ a nudez e a sensualidade. Qual sua opinião sobre isso? Acha que é pornografia disfarçada?
Olha, sou do time que acredita no movimento de corpo como ferramenta política. No pornô, é só buraco e não é assim. Sexo é muito mais, é língua, dedos, cheiros, muita liquidez… O pornô precisa mudar e ser usado como uma forma de liberdade. Se as séries, filmes e a própria TV entenderem isso, que sexo é mais do que buraco com algo sendo enfiado, teremos sorte de assistir esses programas.

Faz parte de algum movimento feminista? Conte mais sobre isso.
Faço parte de alguns grupos como o Mulheres no Cinema. Sempre tento participar de rodas de discussão e trabalhos coletivos. Mas tenho um sonho, que conto aqui em primeira mão para vocês, em breve, muito em breve, eu e Andy Jankowski – minha assistente – teremos uma produtora só de minas. Nossos filmes e nossas produções serão feitas sobre o nosso olhar. Espera um pouquinho que ainda estamos caminhando para esse projeto. Nosso primeiro bebê é o “Baú de Fitas Malignas da Maxine” que você já pode ver na internet.

Profissionalmente falando, como você se imagina daqui 10 anos?
Com uma produtora de arte, que será guarda chuva para cinema, teatro, dança e burlesco. E daqui 30 anos quero ter um cabaré. Que tenha uma banda de blues e burlescas dançando todos os dias.

E quais são os seus projetos? Podemos esperar suas apresentações aqui em São Paulo?
Se liga que a agenda tá intensa, aqui na Bahia [onde está passando uma temporada] ainda vou gravar com a Hilda Lopes e o Calebe Lopes. Terminando sigo para São Paulo para as festas do V.U, organizadas pelo majestoso Saico e gato potente Claudio Medusa. Então se liga que em breve vai rolar burlesco em São Paulo!